Sábado foi dia de aportar no Rio vermelho para conferir “Enquanto isso na sala de justiça”, uma festa a fantasia no maravilhoso Santa Maria, com as bandas Capitão Parafina e os Haoles e Dr. Cascadura.
O show estava marcado para começar às 22h, mas como todo e qualquer evento baiano houve muitos atrasos. Quando entrei a casa ainda estava vazia e os caras do capitão passavam os primeiros acordes. Em poucos minutos a casa começou a lotar de pessoas e personagens exóticos.
E o show começa com o Capitão parafina usando e abusando do seu bom surf-music e uma energia fora do comum.. agitando a galera presente e chamando todo largo da Dinha para dentro do Santa Maria. Músicas como “Eu já joguei Master System”, “Porque eu amo essa mulher” e as ótimas “Ode a Califórnia” e “Em frente ao mar” agitaram a galera que ficaram numa pilha pouco vista na Bahia. E quando o show tentava terminar.. o público não deixava e neste arrasta-arrasta foram quase 3hrs de show sem parar. Show finalizado, galera cansada, alguns (muitos) aplausos e pedido de BIS.. os caras do capitão se misturam no meio do povo para acompanhar o Dr. Cascadura que sobe ao palco entoando músicas do novo CD “Bogary” e algumas antigas. Eu já estava cansado, mas resisti bravamente para ouvir a excelente “Queda Livre”, música do CD “Vivendo em Grande Estilo”. Essa música faz parte do meu “TOP 10 - Músicas de rock baianas”, que pretendo escrever mais pra frente, junto com Silvia do Camisa de Vênus, Revolução Mental do Inkoma e outras. O público infelizmente diminiu em comparação ao show anterior.. o que pouco quer dizer.. já que a banda tem mais de 15 anos de estrada e está mais do que consolidado no cenario baiano.
Antes de terminar o show dos caras.. fui vencido pelo cansaço e voltei para casa… infelizmente.
Algumas notas…
Sobre o local: O Santa Maria se mostrou um lugar fantástico para shows de rock. O espaço é relativamente grande e possui dois andares onde o primeiro com algumas mesas é um bom lugar para conversar e ter mais tranqüilidade. Já o segundo é onde tem o palco, o bar e um espaço maior para a galera curtir. A localização não poderia ser melhor.. no famoso largo da Dinha no Rio Vermelho. Acredito que os tais “produtores” da cena baiana poderiam ficar atentos e levar alguns shows para lá. O preço do ingresso apesar de um pouco salgado vale a pena por causa dos benefícios do lugar.
Sobre o som: O som estava legal, superior a muitos shows de rock que já vi por ai. A única ressalva vai para a voz no show do capitão que não ficou legal para quem estava distante das caixas.
Final: Um show onde o público dançava, os caras agitavam, o banheiro era limpo, o estacionamento era relativamente fácil, não fazia calor e um serviço de bar que era “apenas um pouco” caro. Um show como poucos que já vi em Salvador. Valeu o sábado..
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